Em evento evangélico, Bolsonaro se posiciona contra ideologia de gênero

O pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) se manifestou neste domingo (29.abr.2018) contra a ideologia de gênero. O ex-capitão do exército participou do Congresso dos Gideões 2018, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

No evento evangélico, Bolsonaro afirmou que os valores de uma família “não podem ser apagados pela política” e que não se pode colocar “na cabeça” de uma criança que, depois dos 13, 14 anos de idade, ela vai poder “decidir se vai ser homem ou se vai ser mulher”.

“Depois de 4 homens, eu tive uma filha de 7 anos de idade e não existe coisa mais maravilhosa do mundo do que ter uma filha. Por muitas vezes o homem torce por 1 garoto, mas depois que ele sente a graça de ter uma menina, ele vira respeitosamente bobo, mas essa é a família brasileira. Esses valores não podem ser apagados pela política, não podem querer botar na cabeça de nossos filhos que eles vão decidir se vão ser menino ou menina depois de 13 e 14 anos de idade. A minha filha vai ser mulher e os meus filhos são homens”, disse.

O pré-candidato disse ainda que o Estado é laico, “mas a grande maioria da população é judaico cristã”.

“Por vezes não se entendem porquê na política ou pela política querem mudar isso. Muitas vezes falam: ‘não se deve misturar religião com politica’, acima de tudo somos cidadãos, temos mais do que o direito e obrigação de votar e nós devemos sempre escolher quem é semelhante a nós”, disse.

Segundo Bolsonaro, as pessoas têm que escolher 1 Presidente da República que não interfira na questão familiar.

“A base da sociedade é a família, o maior patrimônio que nós temos são os nossos filhos, o que vocês têm são os seus filhos. Nós queremos os nossos filhos melhores do que nós e, para tal, além do empenho de cada 1 na educação em casa, temos que ter governantes, em especial, 1 presidente da República que não interfira nessa questão familiar”, disse.

Bolsonaro também se mostrou contra a Lei da Palmada, que proíbe o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes contra crianças e adolescentes no Brasil.

“Quando vemos aprovarem leis, como a Lei da Palmada, onde pune o pai ou a mãe que, muito a contra gosto, se vê obrigado às vezes a dar 1 tapa no bumbum do filho, esse Estado não é o que nós queremos”, afirmou.

Ao falar sobre sua vida religiosa, o militar disse ter sido criado dentro dos preceitos católicos. Em seguida, afirmou ter frequentado por muitos anos a Igreja Batista, no Rio de Janeiro. Mencionou que hoje não vai tanto à igreja quanto sua esposa, Michelle Bolsonaro, que é evangélica.

“Fico muitas vezes ausente em casa para buscar o local que entendo ser a missão de Deus”, disse ao se referir ao seu trabalho como deputado federal.

Ao fim do discurso, pastores presentes no evento puxaram uma oração em prol de Bolsonaro.

Fonte: Poder 360