Lacen vai analisar amostras de mel falsificado em Sergipe

A Diretoria Estadual de Vigilância Sanitária (Divisa-SE), que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), estará enviando até o final desta semana amostras de méis falsificados, de diversas marcas, para serem analisados pela Central de Saúde Pública (Lacen). 

Os produtos, que estão sendo fabricados e comercializados clandestinamente de ponta a ponta do Estado, foram apreendidos, após denúncia de consumidores que apresentaram reações alérgicas depois de ingerirem o alimento.

Segundo João Farias, médico veterinário sanitarista responsável pela Divisa-SE, com o resultado das análises, a SES pretende fazer uma ação conjunta com o Ministério Público Estadual (MPE), Procon, Polícia Federal (PF) e vigilâncias sanitárias municipais, como a de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Aracaju, para apreensão em massa dos méis falsificados e também busca dos fabricantes clandestinos.“Esses produtos estão sendo comercializados como mel orgânico, mas são falsos e, inclusive, possuem certificado adulterado. Eles são um risco para a saúde da população e estamos enviando amostras para serem analisadas no Lacen.

Com o resultado e as provas em mãos, pretendemos fazer uma grande apreensão dos produtos e busca das fábricas clandestinas para coibir essa prática clandestina. Há fabriquetas deste tipo de produto em vários municípios do Estado e está sendo cometido um ato fraudulento contra a saúde pública”, disse.

Alerta

Diante do problema, João Farias faz um alerta a população para os cuidados que devem ser tomados na hora de fazer aquisição de mel no comércio. Ele recomenda o consumidor a olhar, por exemplo, se no rótulo do produto consta o símbolo do S.I.F (Serviço de Inspeção Federal) e do (Dipoa) Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal.

“É necessário olhar o rótulo dos produtos e ver se nele consta algumas informações como o responsável técnico pelo produto. Precisamos reforçar ainda mais esse alerta, já que estamos passando por um período de surto de gripe e a população está adquirindo mel. Se o produto for falso, ao invés de melhorar, as pessoas podem desenvolver problemas mais graves”, alerta o médico veterinário sanitarista. 

Fonte: Asscom SES