Angélica Guimarães vira ré no Superior Tribunal de Justiça

A denúncia por peculato contra a conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, Maria Angélica Guimarães Marinho, relativo ao período em que ocupava o cargo de presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), foi aceita pela maioria dos ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação penal foi movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e a sessão de julgamento aconteceu ontem, 2.

Também foram denunciados os gestores das instituições assistenciais supostamente envolvidas no delito – Ana Kelly de Jesus Andrade e Dorgival de Jesus Barreto. Ana Kelly era presidente do Centro Social de Assistência Serrana, uma ONG na cidade de Itabaiana que teria recebido recursos de cerca de R$ 100 mil. Já Dorgival de Jesus Barreto, era dirigente da Associação dos Moradores Carentes de Moita Bonita, e teria recebido R$ 80 mil a título de verbas de subvenções, em 2014, também por indicação da então deputada Angélica Guimarães.

Votaram a favor da denúncia: ministros Humberto Martins, Félix Fischer, Nancy Andrighi, Herman Benjamin, Jorge Mussi, Og Fernandes, Luis Felipe Salomão e Benedito Gonçalves. Foram contra denúncia: ministros Raul Araújo e Napoleão Nunes votaram pela rejeição da denúncia. Já os ministros João Otávio de Noronha, Maria Thereza de Assis e Mauro Campbell votaram pelo recebimento parcial da denúncia (somente contra Angélica Guimarães, recusando as acusações contra os outros citados na ação penal).

A defesa de Angélica Guimarães informou que ainda não tem conhecimento da decisão do STJ.

Por: FAN F1