Fraturas são as principais causas de afastamento do trabalho em Sergipe

Fraturas são as principais causas de afastamento do trabalho por acidente ou adoecimento em Sergipe segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira (22). Em 2017, esse tipo de acidente obrigou mais de 400 trabalhadores a se ausentarem das atividades laborais por mais de 15 dias. O número corresponde a 35,04% de todos os casos registrados no ano passado.

Os dados foram repassados ao Ministério do Trabalho pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) com base nos benefícios concedidos no estado. Em todo o ano de 2017, acidentes e adoecimentos afastaram 1.244 trabalhadores em Sergipe, uma média de pelo menos três casos por dia.

Brasil

No Brasil, em 2017, foram concedidos 196.754 benefícios a trabalhadores afastados devido a acidentes ou adoecimentos laborais. A média foi de 539 afastamentos por dia. As quatro principais causas foram as fraturas, a quinta, dorsalgia.

Subnotificação

O auditor-fiscal do Ministério do Trabalho Jeferson Seidler disse que nem todos os empregadores preenchem as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), apesar de essa ser uma obrigação legal. Quando a CAT não é preenchida, o INSS só fica sabendo do acidente se o trabalhador é encaminhado para a perícia médica ou quando ocorre uma fiscalização trabalhista. Nesse último caso, o empregador é autuado, e a empresa, obrigada a garantir os direitos trabalhistas do empregado.

Por conta disso, frequentemente as CATs deixam de ser emitidas informando do problema. Das 349.579 comunicações de acidente de 2017, 8.798 foram registradas como doenças, o correspondente a 1,96% do total. Na maioria dos casos, é na perícia do INSS que o problema é identificado. E no órgão, o percentual dos benefícios concedidos por adoecimento sobe para 32,55%.

Em Sergipe, dos 1.383 acidentes registrados em CATs, 145 foram causados por quedas de trabalho em altura. Não foi registrada nenhuma morte com esse motivo no estado.

Por: G1/SE