HUSE não sofre desabastecimento com a greve dos caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia e causa reflexos em diversos setores e atividades pelo país. Nesse momento, a atenção é voltada para a urgência no abastecimento das redes de saúde para manter o atendimento à população e para que não haja o desabastecimento de insumos, medicamentos e gases medicinais. Pensando nisso, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) vem adotando medidas preventivas no sentido de que o paciente não sofra desassistência por falta de algum material.

De acordo com o superintendente do Huse, Darcy Tavares, até o momento o hospital não sofreu nenhum impacto neste sentido. “Nós já providenciamos nesta manhã a reposição do oxigênio que ainda daria para alguns dias, mas, por medida de prevenção nós antecipamos o abastecimento; estamos em contato com algumas firmas que nos fornece equipamentos e material que são de outros Estados, no sentido de acompanhar o deslocamento dos produtos; como está sendo feito e qual o estoque que a gente tem de reserva daquilo que utilizamos; quais as parcerias que a gente pode estabelecer em caso de necessidade; enfim, estamos nos preparando e esperamos que essa crise tenha um fim o mais depressa possível”, comentou.

A gerente da Central de Equipamentos do Huse, Izabel Cordeiro, explicou como é o processo de abastecimento dos gases medicinais no hospital e tranquiliza à população. “A carreta abastece o oxigênio que chega de forma líquida aqui no hospital e passa pela serpentina que fica na área externa do hospital e se transforma na forma gasosa para chegar ao paciente. Está tudo normalizado, não sofremos impacto nenhum no abastecimento. A reposição é feita uma vez por semana, com um consumo normal de um hospital do nosso porte, ou seja, um tanque por semana. Mas, como forma de prevenir, nós antecipamos o abastecimento para hoje, o que só deveria ocorrer na próxima quarta-feira. Tudo isso pensando no bem-estar do paciente, bem como para evitar qualquer tipo de pânico ou informação contraditória por essas pessoas que às vezes criam tumulto com informações erradas”, esclareceu.

Dernival Alves é o motorista da carreta que abastece os gases do Huse. Ele nunca passou por uma situação dessa natureza e ressalta que os bloqueios não estão prejudicando nada relacionado à área da saúde. “Não estamos tendo problema nenhum para os abastecimentos nos hospitais, eles estão liberando a passagem do oxigênio medicinal na forma líquida e gasosa, nenhum bloqueio desses caminhões, o mesmo para insumos e medicamentos. São serviços essenciais para a vida de um ser humano que está internado e que não podem sofrer bloqueios”, disse.

Oxigênio Medicinal

O oxigênio medicinal é um gás inodoro, insípido e tem diversas aplicações em sistemas de manutenção da vida, como nos casos de sufocamento e ataque cardíaco, em anestesia, no tratamento de problemas respiratórios, intoxicação por monóxido de carbono, gangrena gasosa e outras afecções. É fornecido em cilindros, na forma gasosa, mas pode também se apresentar na forma líquida, para altos consumos.

É especialmente utilizado em oxigenoterapia, nos doentes do foro respiratório, com o objetivo de manter os níveis de oxigenação adequados para evitar a hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue).

Por: SES