Sem medicamentos, farmácias têm até 40% de prejuízos em Sergipe

A crise dos combustíveis também começa a impactar as farmácias da capital sergipana. Empresas do setor sofrem com a queda no faturamento e medicamentos de uso contínuo também começaram a faltar nas prateleiras devido aos atrasos de entrega.

A situação foi apontada pelo diretor-presidente do Sindicato das Farmácias de Sergipe (Sicofase), Alex Garcez, que avalia os prejuízos financeiros às farmácias e os riscos à população que necessita de medicamentos.

Segundo o representante das empresas farmacêuticas, alguns estabelecimentos do setor contabilizam queda de 20% a 40% nas vendas, o que tem comprometido o andamento da atividade.

“Algumas redes de farmácias não guardam estoque, fazem reposição diária. Teve empresário com uma queda de quase 40%, mas, além do prejuízo financeiro, o maior é deixar de atender a população”, diz Garcez.

Nas farmácias já há dificuldades para encontrar medicamentos como de pressão e diabetes. De acordo com ele, o problema se agravou na última sexta-feira (25), quando foi registrada a falta de remédios em estoque. Com a situação, os clientes tiveram que procurar por medicamentos em várias unidades ou optar pelo delivery.

Como alternativa, algumas redes buscam repassar entre si medicamentos que estão em falta para manter os estabelecimentos provisoriamente abastecidos.

Em Sergipe, a greve dos caminhoneiros já entra no nono dia, o décimo no país. A paralisação afeta diversos setores como abastecimento de combustíveis, alimentos, transporte público, educação, agropecuária, farmácias, aeroportos e órgãos públicos.

*Com informações do Jornal da Cidade