Após sete temporadas na Rússia, sergipano Joãozinho se despede do Krasnodar

Os costumes e o idioma foram algumas das principais dificuldades que o sergipano Joãozinho teve ao chegar na Rússia para defender a camisa do Krasnodar. De resto, ele já estava adaptado, inclusive ao frio e à comida, por conta da experiência anterior na Bulgária, quando atuou pelo Levski Sofia. Com o tempo, tudo isso ficou tranquilo para o jogador.

- Foram sete anos e meio espetaculares, de muito amor à camisa, de carinho e respeito ao clube e à torcida. Foi um período maravilhoso na minha vida. A temporada que mais marcou para mim foi a terceira, quando eu estava na disputa para ser eleito melhor jogador do campeonato. Fui o atleta que teve mais gols e assistências, o quesito que eles chamam de gol + passe. Foi um ano que marcou muito. E o quarto ano também foi bom, pois terminamos o Campeonato Russo na terceira colocação - avalia Joãozinho.

João Natailton Ramos dos Santos chegou para a temporada 2011/2012. Ele gostou tanto que resolveu se naturalizar russo, semelhante ao conterrâneo Diego Costa, que escolheu a Espanha para ter dupla nacionalidade. O contrato o sergipano de Umbaúba com o Krasnodar se encerra no final deste mês e ele já disse que não haverá renovação. Joãozinho está buscando novos ares, mas ainda não decidiu para qual time vai.

- Não tenho uma prioridade, continuo treinando aqui e no aguardo de outros clubes, tanto da Rússia quanto de outros países. Onde tiver oferta boa, um contrato bom, eu vou. A gente vai estudar certinho todas as possibilidades de transferência. Lógico que no momento eu pretendo permanecer por aqui, jogando pela Europa ou em outro continente por mais um ou dois anos. 

Depois disso devo tentar voltar para o Brasil, pois será uma ótima ideia jogar um Campeonato Brasileiro, tem mais de 10 anos que não jogo no meu país. Seria uma boa ideia voltar para o Brasil futuramente - explicou Joãozinho.
O clube que leva o nome da cidade na qual foi fundado na Rússia em 2008. Na despedida, Joãozinho falou também sobre o que o fez ficar no Krasnodar por tantas temporadas.

- O que mais pesou foi toda a estrutura que o clube tem, a torcida que é bem fanática, a cidade, os amigos que fiz aqui. O chato é que agora estou saindo e vou deixar muitas amizades aqui, deixar esse clube. Sou um dos jogadores que mais fez partidas com a camisa desse clube. Foram várias assistências e gols. Construí uma vida aqui e até pensei em encerrar a carreira aqui, mas não deu certo e não renovei o contrato. Porém isso faz parte do futebol, temos que pensar no futuro agora - disse o meia.

Jogos marcantes

- Foram dois. Um contra o Real Sociedad, da Espanha, quando a gente participou pela primeira vez da Liga Europa. E outro contra o Lile, da França, que vencemos dentro de casa. Foram marcantes para mim e para o clube também - comentou o meia sergipano.

Gol mais bonito

- Pela Copa da Rússia, contra o Anjir. Pegamos um contra-ataque e eu saí do meio-campo e fui levando a bola, até que chutei e acertei o ângulo. Acredito que tenha sido o mais ou um dos mais bonitos que fiz aqui pelo clube - relembrou Joãozinho, que marcou 38 gols com a camisa do Krasnodar.

Copa na Rússia

- Se Brasil e Espanha fizerem a final, vou torcer por Diego Costa, para encher os sergipanos de alegria. Se o Brasil for campeão, também ficarei feliz. Ainda não pude acompanhar treinos da Espanha porque só teve um dia aberto ao público e eu não estava na cidade no dia - finalizou o meia Joãozinho.

Por: Globo Esporte / SE