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Eduardo Amorim pede mais vigilância aos R$ 51 milhões dados à Saúde sergipana pelo Governo Federal

O senador Eduardo Amorim, PSDB, fez um alerta à Procuradoria da República, ao Ministério Público Estadual, ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, ao Conselho Estadual de Saúde e aos sindicatos representativos dos profissionais de saúde para a responsabilidade de fiscalizar os recursos da ordem de R$ 51 milhões provenientes do Ministério da Saúde destinados ao custeio para manutenção de Unidades Básicas de Saúde.

Segundo o senador, a liberação desse dinheiro é uma boa notícia, mas é necessário informar claramente que é um “dinheiro extra”, ou seja, não são recursos destinados ao custeio das ações de Média e Alta Complexidade Hospitalar. “Não são recursos a serem contabilizados para compor os 12% que, constitucionalmente, é de responsabilidade do Estado. E aqui é importante que se diga que o Governo de Sergipe não está cumprindo essa obrigação desde janeiro deste ano”, informou Eduardo.

O senador relatou ainda que o recurso em questão não tem destinação específica. “Essa é uma verba que dá ao gestor flexibilidade de aplicação e, por isso mesmo, estou fazendo o alerta”, disse. O parlamentar ressaltou que não há dúvida de que a Saúde em Sergipe precisa de recursos, mas lembra da necessidade iminente, sobretudo, de uma gestão compromissada com a eficiência dos serviços prestados à população e com a responsabilidade com o gasto público.

Eduardo, um dos médicos no parlamento brasileiro, questionou até quando manchetes de jornais registrarão falta de medicamentos para pacientes com câncer. “É inadmissível que pacientes morram aguardando atendimento para oncologia, que renais crônicos venham a óbito na espera por um transplante”, lamentou.

Segundo ele, a falta de gestão e de compromisso fizeram com que faltasse três tipos de medicamentos específicos: para câncer no fígado, da mama e de pulmão. “Muitos desses pacientes sergipanos estão com o tratamento interrompido. Todos esses medicamentos são de alto custo. Um tipo de quimioterapia oral de fundamental importância para conter o avanço da doença para outros órgãos, as chamadas metástases”, explicou.

Por: JL Politica