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Sergipe já tem 10 pré-candidatos ao Governo do Estado. É um índice recordista

A disputa este ano pelo Governo de Sergipe, que garantirá mandato para o exercício de 2019 a 2022, deve bater todos os recordes de quantidade candidaturas já registradas numa sucessão estadual. A eleição se dará no próximo dia 7 de outubro.

Até esta terça-feira, 16, faltando exatos 20 dias para a realização das convenções partidárias que confirmarão os nomes - e serão feitas no dia 5 de agosto -, já são dez os pré-candidatos. Numa conta razoável, equivalem ao dobro das candidaturas de 2014 e são três a mais que as de 2010.

São pré-candidatos este ano Eduardo Amorim, PSDB; Valadares Filho, PSB; Belivaldo Chagas, PSD; Mendonça Prado, DEM, João da Tarantella, PSL; Márcio Souza, PSOL; Dr Émerson Ferreira, Rede, Milton Andrade, PMN, Professor Dudu, PT, e Gilvani Alves dos Santos, a Gil, PSTU, a única mulher no pacote eleitoral.

Na eleição de do 2014, da qual Jackson Barreto saiu eleito governador, houve cinco candidaturas - além da dele, as de Eduardo Amorim, PSC, Sônia Meire, PSOL, Betinho, PTN, e Airton da CGTB, PPL. Quatro anos antes, quando Marcelo Déda se reelegeu, houve um pouco mais.

Foram sete: João Alves Filho, DEM; Pastor Arivaldo, PSDC; Vera Lúcia, PSTU; Professora Avilete, PSOL; Leonardo Dias, PCB, e Henrique do Grupo Mexa-se, PRTB. Tanto em 2010 quanto em 2014, as faturas foram liquidadas logo no primeiro turno. Neste ano, o eleitorado será superior ao das eleições municipais de 2016, quando Estado teve 1.540.376 pessoas habilitadas a votar. 

Uma das consequências mais clássicas dessa quantidade de pré-candidatos, aliada a outros fatores, é a de que haverá um segundo turno - diferentemente do que aconteceu nas últimas três eleições, contando aí com a de 2006, na qual Déda foi eleito para o primeiro mandato. 

Mas a previsão do segundo turno de 2018 tem na “qualidade eleitoral” de alguns pré-candidatos a razão bem mais intensa do que a que vem da quantidade deles. Hoje, as pesquisas dão posições bem próximas no imaginário coletivo do eleitorado para Eduardo Amorim, Valadares Filho e Belivaldo Chagas, nessa ordem, e ainda fazem gracinhas para Dr Emerson e Mendonça Prado.Ter muitas candidaturas em disputa não chega a ser um defeito eleitoral. Pelo contrário. Isso qualifica ainda mais o pleito, ao oferecer uma diversidade maior de nomes e propostas para os eleitores. E que, ao final, passe pelo funil aquele que melhor convencer o eleitorado que, como se vê, está cada dia mais arredio à possibilidade de votar.

Fonte: JL Política