Eduardo Amorim afirma: “Estamos vivendo um verdadeiro genocídio”

Em tom de indignação, o senador e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Amorim (PSDB-SE), iniciou entrevista na Jovem Pan, na manhã de hoje, 1, registrando junto aos radialistas Rosalvo Nogueira e Paulo Sousa, a capa do jornal Correio de Sergipe, que trouxe como manchete ‘Fila por cirurgia cardíaca tem mais de 300 pacientes’; sendo que as cirurgias estão suspensas há quase dois meses.

“Estamos vivendo um verdadeiro genocídio. Não tolero mais acompanhar notícias lastimáveis sobre nosso Sergipe nas manchetes de jornais. Não podemos nos conformar em ver clínicas sendo fechadas, cirurgias suspensas, falta de medicamentos; dezenas, centenas de pessoas morrendo. Em contrapartida, o governo contrata a EMBRAPS (Empresa Brasileira de Prestação de Serviços de Segurança), num investimento de R$ 17 milhões, que daria para operar todos esses pacientes. Eu não me calo, não tolero, não aceito. Como não se indignar com um governo que utiliza a vida das pessoas para salvar o seu mandato?”, exclamou Eduardo, que ainda completou prestando a sua solidariedade a todos os profissionais da saúde.

“Também posso imaginar a angústia, o sentimento de Dr. Teles e sua equipe, que durante toda vida se preparou, se qualificou, sabe como fazer, mas não tem suporte algum. Nós regredimos de forma assustadora; não conseguimos enxergar o sentimento de compaixão, de dó, de responsabilidade daqueles que governam”, lamentou.

Ainda segundo Eduardo, Sergipe gasta quase R$ 40 milhões por mês de cargos comissionados, que significa R$ 500 milhões ao ano. “Nesse período eleitoral, que deveria ser proibido, quem tem trabalhado diuturnamente é o Diário Oficial. Isso é uma vergonha. É um tapa na cara do servidor, do aposentado, que até hoje passa por humilhação para receber o que lhe é de direito. Estamos num verdadeiro caos”, afirmou Eduardo.

Segundo o pré-candidato, para que Sergipe consiga sair do fundo do poço, é preciso inicialmente qualificar o gasto público. “Na Bahia, por exemplo, quem controla as contas públicas são oito mulheres. Ou seja, não se compra uma caneta sequer se não for pelo preço justo. Lá não tem gordura de contrato. Quando o sinal amarelo acende, já é chamada a atenção para que seja verificado onde está o erro. É preciso implantar controle de gastos. Essa alternativa já está em nosso plano de governo”, disse. 

Pronunciamento

Eduardo afirmou ainda em entrevista que amanhã, 2, fará o pronunciamento oficial do complemento da sua chapa, inclusive o nome de quem será o seu pré-candidato a vice-governador. E que, na sexta-feira, 2, acontecerá  a convenção do PSDB.

Fonte: JL Política