VEJA: PT e MDB mantêm aliança de 12 anos em Sergipe por sobrevivência

Aliados em Sergipe desde as eleições que levaram ao poder o petista Marcelo Déda, em 2006, o PT e o MDB mantiveram-se coligados neste ano apesar do rompimento em âmbito nacional, causado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Déda foi reeleito em 2010, mas morreu em dezembro de 2013 em decorrência de um câncer. Jackson Barreto, seu vice, assumiu o cargo, foi reeleito em 2014 e, em 2016, posicionou-se contra o afastamento de Dilma, mesmo pertencendo ao MDB de Michel Temer. Suas críticas públicas ao presidente são recorrentes.

Neste ano, Barreto renunciou para concorrer ao Senado. Seu vice, Belivaldo Chagas (PSD), assumiu e agora tenta a reeleição, mantendo ao redor de sua candidatura o apoio do MDB e do PT numa tentativa do grupo que governa o estado há 12 anos de conquistar mais um mandato — o PT indicou Eliane Aquino para compor a chapa como vice.

A tarefa pode ser complicada. Em pesquisa do Ibope, Valadares Filho (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB) aparecem na frente, com 23% e 17%, respectivamente. Chagas, em terceiro, tem 12%.

Todos contra Temer

A exemplo de Barreto, o tucano Eduardo Amorim, que é senador, também tem histórico de não concordar com determinadas decisões de seu partido.

Em junho do ano passado, seu voto foi decisivo para rejeitar a proposta de reforma trabalhista do governo Temer na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Em julho, quando a proposta foi em votação no plenário e acabou aprovada, ele foi o único de seu partido a votar contra o projeto que alterou a CLT em mais de cem pontos.

Fonte: VEJA.COM