Sem alcançar metas, Educação de Sergipe comemora avanço do Ideb

De acordo com os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Estado de Sergipe continua entre os que têm as piores notas no Brasil. O índice é divulgado a cada dois anos - a última havia sido referente ao ano de 2015 e, agora, os dados de 2017. Notas do Ensino Fundamental ficaram longe da meta estabelecida.

Mesmo com a colocação ruim, o Estado comemora por ser um dos que mais ganhou na aprendizagem da Língua Portuguesa e da Matemática no Ensino Médio.

Segundo o secretário de Estado da Educação, Josué Modesto, esse é um motivo a ser comemorado e os resultados são consequência de políticas implantadas a longo prazo. “Temos uma qualificação docente bem capacitada nas nossas redes estaduais e municipais, com atuação na sua área de formação”, disse.

O estudo denominado de Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb/ 2017) aponta ainda que, no 9º ano do Ensino Fundamental, Sergipe figura entre os 16 estados que ganharam na aprendizagem também da Língua Portuguesa e da Matemática, com mais pontos que a média nacional.

Apesar dos avanços dos indicadores, Sergipe não alcançou algumas metas previstas pelo Ministério da Educação. Nos anos iniciais (4ª série / 5º ano), a nota alcançada foi 4.1, o projeto para o ano era de 4.3. Já nos anos finais do ensino fundamental (8ª série / 9º ano) a nota alcançada foi de 3.4, bem longe dos 4.2 projetados para 2017.

Josué Modesto afirma que há realmente um distanciamento entre notas atingidas e previstas. Para resolver o problema, o secretário indica a necessidade de persistir no que vem dando certo.

“Considero importante ter uma substituição rápida nas lacunas surgidas nas ofertas das disciplinas através da contratação de professores substitutos e de processos ágeis de contratação e continuar essas políticas de ampliação de carga horária. É uma constatação no mundo inteiro, nossa carga horária é insuficiente”, afirma o secretário.

Modesto ainda chama a atenção para as taxas de matrículas universalizadas, ou seja, alunos estão matriculados, mas abandonam ou reprovam dentro do ensino fundamental. “Precisamos encontrar formas de acolher esses alunos que não estão tendo êxito. Por exemplo, atacar a defasagem de séries, ou seja, nossos alunos estão concluindo o ensino fundamental com idade avançada. Isso é muito ruim do ponto de vista psicológico e pedagógico”, concluiu.

Ensino Integral

A meta do plano estadual é que metade das escolas atinja o tempo integral, atualmente são 42 escolas com a implantação, mas 39 delas funcionam em regime parcial. Somente os três Centros de Excelência funcionam integralmente.

“A meta é que, no próximo ano, uma parte já chegue ao terceiro ano, outras no segundo e assim sucessivamente”, disse Josué Modesto.

Plano

O Projeto de Lei cuja minuta a Secretaria de Estado da Educação (Seed) elaborou está na Casa Civil, para apreciação do Governo e, se aprovado, segue à votação na Assembleia Legislativa.

O PL pretende estabelecer, por meio de um processo público, um mecanismo mais ágil de contratação e o estabelecimento de cadastro reserva. O objetivo é que esses professores substituam outros em lacunas imprevisíveis.

Segundo o secretário, é possível quantificar a demanda de profissionais nas escolas. “Estamos fazendo um comparativo entre turmas e professores disponíveis, há áreas cuja escassez de professores é conhecida localmente e nacionalmente, como artes, sociologia, filosofia, física, química, entre outras. Queremos estimar a escassez com precisão e propor uma solução efetiva junto ao governo”, afirma.

Fonte: F5 News