Caso Ruan: mãe do garoto não acredita em versão apresentada pela SSP-SE

A mãe do pequeno Ruan Henrique Oliveira, de oito anos, Adriana dos Santos, questionou a versão apresentada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), sobre a morte do garoto. Para ela há mais gente envolvida e a polícia precisa explicar melhor o que houve.

Na sexta-feira, 19, a SSP considerou o caso elucidado, com a versão apresentada pelo adolescente de 13 anos, que estava com Ruan na tarde em que o garoto morreu. Segundo ele, tudo não passou de uma brincadeira de criança.

A delegada geral da Polícia Civil de Sergipe, Kataria Feitosa, disse que diante das investigações e do depoimento do adolescente é possível descartar a participação de dois homens armados com facões.

Ainda segundo ela, algumas diligências ainda estão sendo feitas para que as investigações sejam fechadas por completo.

O delegado responsável pelo caso, André Goveia, informou que esteve no local onde o garoto de oito anos foi encontrado e que não há nenhum sinal de ritual religioso ou qualquer coisa do tipo. “Como no local só estavam os dois garotos, agora, só o 13 é quem sabe realmente o que aconteceu. A versão apresentada por ele ainda deve ser mais detalhada”, pontuou.

De acordo com a delegada geral, o adolescente será acompanhado por psicólogos. “Ele precisa de cuidado nesse momento. É alguém que vem de uma realidade familiar bastante conturbada. Ele mora com o pai biológico há apenas um ano, não sabe ler e escrever, não tinha nem registro civil, isso só foi feito há um mês. Portanto é necessário cautela para finalizar esse inquérito”, destacou.

Com a finalização, o caso será encaminhado à Curadoria da Criança e do Adolescente no Ministério Público Estadual (MPE), para que sejam adotadas as devidas providências.

Vandalismo

Depois da morte do menino, a informação de que o garoto teria sido raptado para ser usado em um ritual religioso provocou a invasão e depredação de uma “Casa de Axé”, no bairro Soledade. A ação teria sido praticada por 20 pessoas. A polícia investiga o caso.

“Os responsáveis serão punidos. A delegada Meire Mansuet comanda as investigações e em breve trará uma resposta à sociedade sergipana”.

Entenda o caso

No dia 10 de outubro, o garoto Ruan de oito despareceu depois de ter saído de casa para brincar com um colega de 13 em uma área de mangue próximo a casa dele. O adolescente contou à polícia que os dois estavam brincando, quando dois homens armados com facões chegaram e raptaram o menino.

Depois de vários do depoimentos do adolescente, e investigações, a polícia concluiu que o garoto morreu depois de ter caído de uma árvore, enquanto tentava pegar uma pipa.

Fonte: FAN F1