Prefeito de Lagarto é afastado por 180 dias

Em decisão do desembargador Roberto Eugênio da Fonseca Porto, o prefeito do Município de Lagarto, José Valmir Monteiro (PSC), os secretários Anderson Souza de Andrade e Floriano Santos Fonseca, além de Eronildes Almeida de Carvalho, foram afastados dos cargos por 180 dias ou até o término da instrução do processo que julga irregularidades na administração do matadouro municipal. O afastamento é para não prejudicar o trâmite processual.

O processo, de número 201800732647, cita que o afastamento “é premissa essencial ao bom andamento do processo e do alto controle sobre documentos cuja análise seria de grande valia ao deslinde do feito”, cita o desembargador.

Eronildes Almeida de Carvalho é administrador do matadouro e amigo do prefeito, cita ação requerida pelo Ministério Público da Comarca de Lagarto. Anderson Souza e Floriano Fonseca são secretários de Finanças e Administração, respectivamente.

O prefeito Valmir disse por telefone que está muito tranquilo com relação à decisão, porque a prefeitura zela pelos princípios legais e que “não há nada de errado no matadouro de Lagarto, que, inclusive, está fechado há quatro meses”, falou direto de Brasília, onde está, segundo ele, para buscar recursos para o município.

Valmir Monteiro disse ainda que irá, junto com seu advogado, se situar sobre o caso, para depois melhor se pronunciar.

STJ iniciou julgamento de outro caso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou ontem o julgamento do prefeito Valmir Monteiro (PSC), de Lagarto, e deve terminar no dia 27. O processo em andamento em Brasília, se concluso, pode levar à cassação do seu mandato.

De acordo com as informações no STJ, o processo é uma modalidade nova de julgamento, chamado de virtual, onde os magistrados não apreciam em sessões presenciais. Durante este período, os membros julgadores vão dando seus votos, porém o resultado só sairá quando todos votarem – o prazo final sendo dia 27.

O prefeito Valmir se encontra em Brasília e acompanha de perto o caso. O gestor foi condenado no Tribunal de Justiça de Sergipe por improbidade administrativa por ter doado área pública. A defesa questionou a decisão com recurso no STJ.

Fonte: Jornal da Cidade