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Com esperança de emprego, venezuelanos chegam a Aracaju

Cerca de 35 venezuelanos desembarcaram na tarde desta quarta-feira, 09, no aeroporto de Aracaju. Eles vieram de Boa Vista, Roraima, transportados pelo avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A chegada dos imigrantes na capital faz parte de um dos desmembramentos da “Operação Acolhida”, coordenada pelo Ministério da Defesa, que visa integrar os refugiados em algumas cidades brasileiras.

Após a saída do aeroporto, os imigrantes foram encaminhados para um seminário, localizado no bairro industrial, onde foram recepcionados com um almoço. “Desse total, 10 venezuelanos irão para o município de Propriá e os demais serão alocados em algumas casas que alugamos e mobiliamos no centro da cidade”, afirma o Pe. Marcelo Costa. “Eles vieram para cá em busca de oportunidades de emprego para recomeçar à vida”, destaca.

Segundo o tenente-coronel, Joel Carneiro Filho, do 28º Batalhão de Caçadores de Sergipe, o trabalho de acolhimento das Forças Armadas começou em fevereiro de 2018, quando foi aprovada a Medida Provisória 820 (MP-820). “Essa MP prevê a atuação do Brasil para ofertar apoio as pessoas sem situação vulnerável em virtude da crise humanitária, como a que ocorre na Venezuela”, pontua.

Ainda de acordo com o tenente-coronel, esse suporte ofertado pelas Força Armadas começa ainda na zona de fronteira entre o Estado de Roraima e a Venezuela. “Dentro desse contexto de acolhida, primeiramente eles são recepcionados lá em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, em seguida seguem para os abrigos em Boa Vista, logo após ocorrem as fases de interiorização”, resume. “Não tem como o Estado de Roraima recepcionar todos os venezuelanos que chegam, sendo assim, a interiorização é prevista para acolher e integrar os imigrantes em alguns cidades do Brasil”, acrescenta.

Um dos venezuelanos que vieram junto com a comitiva, Hernandez Gonzalez, de 22 anos, relata que na Venezuela a situação é “extramente de dificuldade e pobreza”. “Tudo que eu mais espero aqui é um emprego. A situação do meu país é muito triste e difícil”, lamenta. “Com o emprego eu posso alugar uma casa, comprar minhas coisas e ajudar minha família na Venezuela”, diz. Ainda de acordo com ele, sua avó, de 60 anos, relata que em todos os anos de vida nunca viu uma situação tão triste como a vivenciada pelos venezuelanos atualmente.

Fonte: Portal Infonet