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Valdevan Noventa rompe, parcialmente, silêncio após saída da prisão

Preso no dia 7 de dezembro pela Polícia Federal acusado de articular um suposto esquema de falsas doações que serviram para abastecer sua campanha eleitoral, o deputado federal eleito Valdevan Noventa, PSC, ficou exatos 38 dias atrás das grades. E, uma vez solto, ao invés de vir a público dar suas explicações - para o que com certeza, na visão dele, foi uma tremenda injustiça -, preferiu o silêncio.

Mesmo sabendo da aversão, temporária, de Noventa às entrevistas, a Coluna Aparte foi atrás dele tentar romper este silêncio. E conseguiu. Contudo, em parte. O deputado declarou que, neste momento, prefere se preservar. Mas garante que, após sua posse em Brasília, marcada para 1º de fevereiro, contará tudo. E esse tudo se diz respeito, segundo ele, a “quem está por trás”, “quem tramou” sua prisão.

Por hora, Valdevan concentra suas energias para conquistar, por meio da justiça, o direito de ir à Brasília para a sua tão sonhada posse - a diplomação dele, diferentemente dos demais deputados federais eleitos, ocorreu na prisão - e, evidentemente, não quer perder este outro momento tão especial. 

Noventa está correndo atrás porque se esbarrou num fator bem complicador: está impedido de deixar o Estado durante quatro meses. Ao ser liberto da prisão, ele foi submetido a usar tornozeleira eletrônica e a seguir medidas cautelares proferidas pela Justiça Eleitoral de Sergipe.

“A justiça me deu (como) medida cautelar que não posso sair do Estado por quatro meses, sabendo ela que eu sou deputado federal e não sou deputado estadual. Então, vou ter que entrar com pedido de liminar para cancelar essa medida”, informa Valdevan.

Para o deputado, mais uma tremenda injustiça cometida em seu desfavor, impedindo-o de exercer seu mandato popular. “Sou presidente do Sindicato em São Paulo e sou deputado federal. Tenho que rodar o País e talvez até fora do País. E colocam o que? Medida cautelar que não posso sair do Estado. Como vou exercer minha função?”, questiona Noventa. Será que ele conseguirá driblar mais essa adversidade?  

Fonte: Coluna Aparte / JL Política