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Clovis Silveira aporta no PSC, mas chegará sem mando de campo

Nome por demais conhecido como mantenedor e organizador de partidos políticos em Sergipe, Clovis Silveira vai se filiar ao PSC no dia 20 de março, mas chega sem poder de mando. Ele será vice-presidente, apensado ao presidente André Moura.

Mas Clovis Silveira não se queixa por isso. Espremido no PPS, que assumiu o espólio do Rede - que não atingiu a cláusula de barreira -, ele não ficaria na sigla por “incompatibilidade de gênios”. Lá estão o senador Alessandro Vieira e o Émerson Vieira.

“Entendo que o PSC não é um dos partidos grandes. Ele é médio, mas com estrutura muito boa em Sergipe, tendo 16 prefeitos, podendo em breve vir a ser 18, e tendo a pré-candidatura posta de Gilmar Carvalho à Prefeitura de Aracaju - que já tinha inclusive me procurado para ajudar nesta empreitada -, com perspectiva de mais poder. Mesmo que ele não se eleja, faremos uma boa bancada de vereadores”, diz.

“Possivelmente, ainda pelo PSC teremos a candidatura do deputado Capitão Samuel à Prefeitura de Socorro, a de Gilson dos Anjos ou de Reinaldo Moura na Barra, e tem, sobretudo, André Moura que é um líder que não morreu. É um grande nome para a gente vê o que se faz com ele em 2022”, reforça. “A minha filiação está programada para o dia 20 de março, que é o número do partido”, diz.

Clovis Silveira diz que o PSC lhe caiu como uma opção entre tantas outras ofertadas no pós-eleição de 2018. “Eu tinha cinco ou seis partidos para fazer uma opção. Uns três ou quatro deles estavam entre aqueles que atingiram a cláusula de barreira de raspada. Se eu fosse para um desses, eu tinha impressão que em 2020 teria que sair novamente. Aí fiquei com três possibilidades, que foram o PR, o PDT e o PSC”, relembra.

“Na discussão com os companheiros que me seguem, eu senti o PDT de Fábio Henrique com um olhar paroquial, voltado só para Nossa Senhora do Socorro, sem uma visão de Estado. Mesmo que eu assumisse a direção do PDT, Fábio, como deputado federal, teria força e geraria conflito. O Edivan Amorim me ofereceu o PR, que é o partido de Bosco Costa, de Talysson de Valmir, do Valmir de Francisquinho, mas essa sigla fez convenção agora, na semana passada, e não tinha como mudar a nova ata de gestão e assim descartamos, por isso. Mas eu considero o partido muito bom e muito forte”, diz ele.

A Coluna Aparte apurou que Clovis Silveira esteve cotado para assumir a Presidência do PSC em Sergipe em lugar de André Moura, mas em harmonia com ele. Teria havido, no entanto, interferência do deputado federal Valdevan Noventa junto à Executiva Nacional, querendo o posto para ele.

Aí as coisas desandaram. A tese seria a de que se o presidente fosse Clovis, Valdevan, com a força do mandato, atropelaria e levaria a Executiva Estadual para si. Sendo André o comandante, não. Clovis Silveira não confirma essa movimentação de Valdevan Noventa.

Fonte: Coluna Aparte / JL Política