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Deputados federais sergipanos não abriram mão do auxílio-mudança

Apenas 29 dos 513 deputados federais – 17,7% da Câmara – renunciaram ao auxílio-mudança pago neste início de ano pela Casa, nenhum deles sergipanos. O pagamento havia sido proibido pela Vara Federal Cível e Criminal de Ituiutaba (MG) em janeiro, mas a Justiça Federal de Sergipe derrubou a medida na quinta-feira  (21) passada.

Os deputados federais sergipanos eleitos em 2018 são: Fábio Mitidieri (PSD); Laercio Oliveira (PP); Fabio Reis (MDB); Gustinho Ribeiro (SOLIDARIEDADE); João Daniel (PT); Bosco Costa (PR);  Valdevan Noventa (PSC) e Fábio Henrique (PDT). Todos eles fizeram uso dos  R$ 33,7 mil, correspondente a um mês de salário do parlamentar.

Com a autorização, a Câmara transferiu um total de R$ 16.104.951 milhões a 477 deputados. Não receberam os suplentes, que só recebem depois de 30 dias no exercício do mandato, e os deputados que se licenciaram para assumir cargos no Poder Executivo federal, estadual ou municipais.

Após o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) subir à tribuna do plenário da Câmara na tarde desta quarta-feira (27) e criticar o pagamento do auxílio, pelo menos dois colegas seus na Casa, Rubens Bueno (PPS-PR) e Ivan Valente (PSOL-SP), apresentaram requerimentos pedindo a devolução do benefício.

“Ontem entrou na minha conta um auxílio-mudança. Isso está errado. Isso não tem debate. E é duro mexer no trabalhador rural e não mexer no deputado, é cruel, é desumano. Você tem um País que ainda paga auxílio-livro para juiz, auxílio-creche para procurador. Está na hora de enfrentarmos essa matéria, de enviar um ‘pacote ‘anti-privilégios’. O governo já nos enviou um pacote anticrimes. O governo já nos enviou a reforma da Previdência. Eu aguardo ansiosamente o momento em que o governo vai enviar a PEC dos penduricalhos”, afirmou o deputado Cunha Lima.

O deputado afirmou ao Congresso em Foco que, apesar de seu discurso, não vai devolver o valor já depositado em sua conta à Câmara. “No início do mandato passado, eu renunciava ao auxílio moradia, mas comecei a ser questionado sobre isso e decidi destinar esse dinheiro para instituições sociais”, afirmou. Ele garantiu que as doações são registradas e tem como comprovar a destinação do dinheiro.

Segundo Pedro Cunha Lima, filho do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o montante referente ao auxílio-mudança que recebeu neste mês terá o mesmo fim, assim como fez com os R$ 33.763 das vantagens indenizatórias do fim da legislatura anterior (2015-2019).

Parlamentares reeleitos que abriram mão do benefício:

1. Bilac Pinto (DEM-MG) – 4º mandato

2. Bohn Gass (PT-RS) – 3º mandato

3. Darcísio Perondi (MDB-RS) -7º mandato

4. Diego Garcia (Pode-PR) – 2º mandato

5. Fábio Trad (PSD-MS) – 3º mandato

6. Heitor Schuch (PSB-RS) – 2º mandato

7. Lincoln Portela (PR-MG) – 6º mandato

8. Marcio Alvino (PR-SP) – 2º mandato

9. Patrus Ananias (PT-MG) – 3º mandato

10. Weliton Prado (PROS-MG) – 3º mandato

Deputados que renunciaram ao auxílio-mudança

1. Adriana Ventura

2. Alexis Fonteyne

3. Amaro Neto

4. Bilac Pinto

5. Bohn Gass

6. Bia Kicis

7. Caroline de Toni

8. Darcísio Perondi

9. Diego Garcia

10. Fábio Trad

11. Gilson Marques

12. Gleisi Hoffmann

13. Gustavo Fruet

14. Heitor Schuch

15. Joice Hasselmann

16. Kim Kataguiri

17. Lincoln Portela

18. Major Vitor Hugo

19. Marcel Van Hattem

20. Marcio Alvino

21. Mauro Nazif

22. Patrus Ananias

23. Paula Belmonte

24. Paulo Ganime

25. Professor Israel Batista

26. Rose Modesto

27. Tiago Mitraud

28. Vinícius Poit

29. Weliton Prado

Com informações Congresso em Foco / Fan F1