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MPRJ e Defensoria pedem interdição do Ninho do Urubu e o bloqueio de R$ 57 milhões das contas do Flamengo

O Ministério Público e a Defensoria entraram na Justiça pedindo a interdição imediata do Ninho do Urubu e o bloqueio de R$ 57 milhões do Flamengo. Um incêndio atingiu o Centro de Treinamento, conhecido como Ninho do Urubu, na madrugada do dia 8 de fevereiro, deixando 10 atletas mortos e três feridos.

De acordo com o pedido, o Centro de Treinamento deve ficar interditado até que suas instalações estejam completamente seguras e regularizadas junto ao Corpo de Bombeiros e à prefeitura do Rio.

Já o bloqueio de R$ 57,5 milhões tem a finalidade, segundo o MP e a Defensoria, de possibilitar o ressarcimento das indenizações a serem posteriormente apuradas na ação principal que também pedirá à Justiça que obrigue o Flamengo a realizar uma série de medidas capazes de evitar que outras tragédias voltem a se repetir.

A prefeitura do Rio entrou com uma notícia-crime na delegacia do Recreio para que a polícia apure um possível crime de desobediência contra o Flamengo, por, supostamente, ter desrespeitado a ordem de interdição do Ninho do Urubu.

O Flamengo foi procurado, mas até a publicação da reportagem não havia respondido.

Sem acordo nas indenizações

A proposta do Flamengo para indenizar as famílias das vítimas do incêndio no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu ocorrido no último dia 8 de fevereiro corresponde a 20% do valor sugerido pelos promotores e defensores públicos que acompanham o caso.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (20) por representantes da Câmara de Conciliação, que reuniu procuradores do Ministério Público do Trabalho, promotores e procuradores do Ministério Público Estadual e defensores públicos Defensoria Pública do RJ.

Os integrantes do grupo que negociou diretamente com o Flamengo sugeriram R$ 2 milhões por dano moral a cada família e, em contrapartida, o clube ofereceu uma proposta que, em média, variava entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.

Fonte: G1