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São preocupantes os desencontros políticos de Gustinho Ribeiro

Há fortes indicativos de que Gustinho Ribeiro, SD, não conseguiu digerir bem sua boa passagem da condição de deputado estadual para a de deputado federal e, como consequência, tem tomado atitudes neste começo de 2019 que parecem desencontradas. No mínimo, carentes de tino e lógica.

Uma delas veio do duro enfrentamento ao seu conterrâneo e opositor, mas colega de parlamento federal, deputado Fábio Reis, MDB. Com algumas facas nos dentes, Gustinho foi para cima do projeto de Fábio de ser o coordenador da bancada de Sergipe no Congresso Nacional.

Nem se atentou para o fato de interessar-se a ser ele um membro da bancada governista em Brasília: só via Fábio e o espectro assombroso dele. E aí tentou barrá-lo de todas as formas. Mesmo depois da escolha de Fábio sacramentada, Gustinho tentou negar-se a assinar a ata da eleição.

Blasé, Fábio Reis levou tudo na esportiva, e buscou sempre uma tangente de conciliação. Naquele jeitão Jerônimo Reis de ser, Fábio acha que Gustinho, cristão novo no Planalto Central, não compreendeu ainda o estado de diplomacia que separa as brigas sergipanas das relações coletivas brasilienses.

A todo instante, Fábio anda dando conselhos a Gustinho Ribeiro para que eles dois se atraquem positivamente no campo do Congresso e se desapartem na esfera sergipana, e mesmo assim só e especificamente nos embates eleitorais lagartenses. “Sim: quando for época de eleição. Do contrário, eu e Gustinho devemos estar unidos em favor de Sergipe e de Lagarto”, sustenta Fábio. Tudo isso é fato.

Uma outra confirmação de que Gustinho Ribeiro não soube ainda lidar com a migração de deputado estadual para a de federal, está no seu relacionamento confuso com o aliado mais de perto em Lagarto, que é o prefeito Valmir Monteiro, PSC.

Em Lagarto, diz-se que Gustinho fez diabruras nos 37 dias em que Hilda Ribeiro, sua esposa e vice-prefeita da cidade, esteve sucedendo Valmir ali entre novembro e dezembro do ano passado, quando ele foi alcançado por um afastamento num desses casos rançosos e bizarros de matadouros municipais.

Mas bem mais graves do que isso são os comentários que circulam na política estadual - e esses mais no campo da conjectura -, segundo os quais Gustinho Ribeiro estaria armando uma cocó terrível e desleal para o “aliado” Valmir.

Isso se daria da seguinte forma: durante a interinidade da esposa Hilda, ele teria, inadvertida e equivocadamente, se apropriado de papeis e dados confidenciais de uma tal secretaria municipal e estaria a fazer pressão em órgãos de fiscalização contra a pessoa pública de Valmir Monteiro.

Possivelmente, Valmir Monteiro nem saiba disso, mas os comentários nas rodas políticas de Aracaju apontam que a pretensão de Gustinho Ribeiro é de que o pior - ou o bem pior, como uma exoneração fatal - ocorra contra esse seu “correligionário”. A Coluna Aparte se recusa a achar que esses comentários tenham veracidade.

Até mesmo porque se tiverem, é de fato algo demasiadamente tenebroso a se confirmar sobre a tal alma humana dos políticos. O que a Coluna Aparte acha é que Gustinho Ribeiro, de por ser tão jovem (faz 37 anos exatamente neste sábado, 16), por vir da base política municipal - foi vereador e deputado estadual - tem jeito, tem futuro e ainda pode se encontrar.

Fonte: Coluna Aparte / JL Política