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Caso designer: Polícia Civil realiza a reconstituição do crime

A Polícia Civil realizou na noite desta segunda-feira, 29, a reconstituição do crime que culminou com a morte do designer de interiores, Clautênis José dos Santos. O fato ocorreu no último dia 8, quando ele se deslocava do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro solicitado por meio de um aplicativo de transporte.

A reconstituição contou com a participação do condutor do veículo (cujo nome mão foi divulgado), Leandro Santos, amigo de Clautênis que presenciou o crime, além dos policiais envolvidos no fato. A avenida Serafim Bomfim, que liga os bairros Santos Dumont e Bugio, local onde ocorreu o crime, foi totalmente isolada, devido ao trabalho de reconstituição do crime. A imprensa não pôde acompanhar a ação de perto.

Na reconstituição, que é conduzida por peritos da Polícia Civil, conforme informações do delegado Júlio Flávio, cada um dos envolvidos dá a sua versão, simulando como o fato teria acontecido. A participação é feita individualmente e os envolvidos não têm contato um com outro, para que não haja constrangimentos ou interferências nos depoimentos.

O diretor do Instituto de Criminalística, Luciano Homem, informou que o laudo que é produzido pela perícia após reconstituição do crime é enviado a autoridade policial para conclusão do inquérito. “O prazo para envio do laudo depende da complexidade dos depoimentos. A ideia é que seja concluído o mais rápido possível e disponibilizado a autoridade policial para que dê seguimento ao inquérito”, explica.

Em entrevista ao Portal Infonet, a advogada de Leandro Santos, Laura Lustosa, revelou ter expectativas de que a reconstituição do crime traga um avanço maior nas investigações. “Vai ocorrer um comparativo do depoimento dado as autoridades policiais com o laudo cadavérico. Cada um dos envolvidos na dinâmica do crime vai dar a sua versão em separado. Nenhum vai ter acesso à versão do outro e isso vai ser filmado. Daí o perito, após a simulação, vai fazer um comparativo do depoimento que mais se aproximada do laudo cadavérico para chegar a realidade dos fatos”, comenta.

Minutos antes de participar da reconstituição, Leandro Santos também conversou com a imprensa e ressaltou que o sentimento é de ansiedade para que a verdade sobre o crime seja revelada. “A expectativa é de que a verdade venha à tona. A gente sempre reza e preza pela verdade. Já perdemos o Clautenis, mas não podemos perder a dignidade do homem que ele foi”, contou.

O motorista do veículo que conduzia Clautênis e Leandro, e o advogado dele, José Marcial, optaram por não falar com a imprensa.

Relembre o caso

Clautênis e Leandro se deslocavam do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro acionado por meio de um aplicativo, quando foram abordados por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. O designer foi atingido por tiros e veio a óbito.  Os policiais foram afastados e o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado.

Fonte: Portal Infonet