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Sergipe registra uma morte por meningite em 2019

Impermeável à maioria das bactérias, vírus, fungos e parasitas, a membrana que protege o sistema nervoso central do ser humano pode ser penetrada por um destes agentes infecciosos, causando a meningite, doença que acontece com registros de casos todos os anos.  De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste ano de 2019 são 11 notificações, com seis casos confirmados e um óbito.

A meningite afeta principalmente crianças, que podem ser imunizadas com uma simples vacina disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), indicada para ser tomada antes de um ano de idade. “É importante que a população tenha conhecimento de que há um calendário nacional de imunização e nele temos vacina específica para o pneumococo, haemophilus influenza e meningococo, que originam as formas mais graves da meningite”, salientou a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.

Incentivar os cuidados preventivos é um dos objetivos do Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, segundo informou o infectologista da SES, Marco Aurélio, salientando que a meningite não é uma doença única, como a tuberculose ou a gripe. É, na verdade, uma inflamação da membrana que envolve o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), causada por bactéria, vírus ou outro agente infeccioso que consegue penetrar a meninge.

Sintomas

O agente infeccioso causa uma grande inflamação, que manifesta como principais sintomas uma forte e constante dor de cabeça, que melhora muito pouco com o uso de analgésico, diferente de outras cefaleias; febre, geralmente alta; rigidez da nuca, que causa forte dor quando se tenta flexionar o pescoço; e vômitos, que, diferente daqueles causados por uma infecção intestinal que são precedidos de náuseas, é um vômito em jato, originado dessa inflamação no sistema nervoso central, segundo explicou o infectologista.

Ele salientou que o quadro nas meningites virais pode ser autoresolutivo, ou seja, pode melhorar espontaneamente com o uso de analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação. O que não acontece com a forma bacteriana, que exige o uso de antibióticos. “Para confirmar o quadro da meningite, identificando o tipo, é preciso fazer a coleta do líquido cefalorraquidiano, que protege o cérebro e a medula. Normalmente é límpido como água, transparente, mas fica turvo ou purulento quando há a inflamação, confirmando que ali é uma meningite”, observou Marco Aurélio.

Tratamento

Marco Aurélio enfatizou que a meningite é uma doença grave, já que afeta o principal órgão vital da pessoa que é o sistema nervoso central, que é quem controla as funções do organismo. “A viral pode evoluir de uma forma desfavorável para um quadro mais grave, embora geralmente seja mais autoresolutiva, com inflamação é menor. A bacteriana, se não for tratada a tempo pode levar a óbito. Aliás, tem uma letalidade alta, com óbitos chegando a quase 100% dos casos”, disse.

Quando o infectologista fala em ‘tratada a tempo’, quer dizer quanto mais cedo o paciente receber assistência médica, melhores são as chances de combater a doença e minimizar suas sequelas. A meningite é uma doença aguda, com apresentação dos sintomas muito rapidamente. “A pessoa começa com a dor de cabeça e em 12 horas já tem as manifestações todas ampliadas. Vai piorando à medida que não vai sendo tratada”, alertou o infectologista, aconselhando levar o paciente à unidade de saúde mais próxima.

Segundo Marco Aurélio, os agentes infecciosos são muito sensíveis à iluminação, à luz solar e sugere como medida profilática para quem tiver um caso de meningite em casa, arejar o ambiente. Não precisa queimar colchões ou lavar toda a roupa. Basta arejar o ambiente.

Com informações da SES