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Árbitra Sergipana é punida no STJD por supostamente ter fornecido informações falsas

Os Auditores da Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniram a árbitra assistente sergipana Vaneide Vieira de Gois com suspensão de 540 dias e multa de R$1 mil. A profissional foi à julgamento acusada de inserir informação falsa no cadastro da Comissão de Arbitragem por diversas vezes. No processo, Edmo Oliveira, presidente da Comissão de Arbitragem da FSF, foi advertido por conduta contrária à disciplina pela falta de atenção nas informações da árbitra. A decisão cabe recurso.

De acordo com informações publicadas no site do STJD, chegou uma denúncia para a Corregedoria de Arbitragem da CBF dando conta de que Vaneide teria preenchido documentos com data de nascimento errada, e que o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Sergipana, Edmo Oliveira, teria conhecimento. Ainda de acordo com a denúncia, o intuito era ter a idade reduzida visando possível indicação ao quadro FIFA.

A CBF identificou que, nos anos de 2016 e 2019, Vaneide teria preenchido e assinado os formulários enviados pela entidade com o ano de nascimento de 1980, quando a data correta seria 1978. Outros formulários preenchidos pela árbitra no sistema da CBF teriam sido preenchidos com a data de nascimento de 1982.

Ainda de acordo com a publicação do site do STJD, Vaneide Vieira de Gois foi indagada sobre o assunto e informou, através de ofício à Corregedoria da Comissão de Arbitragem da CBF, que nasceu em 1978, e que deveria ter colocado equivocadamente o ano de 1980.

- Como foi relatado, houve uma clara falsificação com o intuito de enganar a entidade desportiva. O documento da denunciada é verdadeiro. Ela não faz nenhuma ressalva, não combate o ano que teria nascido e a explicação não é minimamente razoável. Acreditar que a pessoa errou o ano de nascimento é difícil, mas errar por quatro vezes e em anos distintos. Ela diminuiu a idade ano após ano para continuar atuando. O Presidente da Comissão de Arbitragem de Sergipe não teve o mínimo de cuidado e responsabilidade com os documentos e com a conferência - declarou durante o julgamento o representante da Procuradoria, o Procurador Thiago Queiroz.

Advogada da arbitragem, Ester Freitas sustentou em defesa de Vaneide e Edmo.

- Acho que tudo foi um grande engano e grande confusão que fez na juntada de documentos na CBF. Quando a CBF diz que tem que enviar só os documentos vencíveis. O árbitro tem um portal que faz menção ao ano de 78 e todo ano tem que incluir as documentações vencíveis. A própria CBF valida o que ela coloca e não houve nenhuma conferência por parte da entidade. Já o presidente não vê nada. Ele só assina e não tinha como tomar conta dessa documentação. A árbitra informou que foi um grande erro. A defesa pede a absolvição dela e do presidente Edmo.

Fonte: Globo Esporte / SE