.

Monitor de Secas aponta redução em área de seca no mês de julho em Sergipe

Sergipe apresentou, em julho, uma diminuição na área sem estiagem (sem seca relativa) em relação ao mês de junho.

O estado foi um dos que apresentaram, percentualmente, áreas com maiores volumes de chuva. Por conta da chuva nos últimos quatro meses aconteceu a redução da intensidade das áreas sob seca grave (S2) no Sertão para seca moderada (S1). No agreste a intensidade saiu da seca moderada (S1) para seca fraca (S0).

De acordo com um levantamento da Defesa Civil Estadual, atualmente, dez municípios sergipanos estão em situação de emergência por conta das secas. São afetados por essa situação 67.922 pessoas, das quais 31.271 são assistidas pela operação carro-pipa.

As temperaturas devem permanecer baixas até o final do mês de agosto em Sergipe, principalmente no Semiárido e Agreste do estado. A informação foi divulgada pelo Centro de Meteorologia da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente de Sergipe (Semarh).

As chuvas estarão dentro da média e a perspectiva é que continuem até final do mês, e possivelmente ultrapassem, chegando a setembro com as mesmas características.

Tipos de seca

A seca fraca, segundo o Monitor das Secas, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens. Os municípios pertencentes a esta faixa começam a apresentar déficits hídricos prolongados e o plantio quase não são recuperados.

A seca moderada ocasiona perda de córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento. A seca grave representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas. E a seca extrema gera grandes perdas das pastagens e a escassez de água é generaliza.

E a seca excepcional, gera perda total das plantações, escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.

Sobre o Monitor

O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados.

O projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.

Fonte: G1/SE