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Polícia Civil prende três homens acusados de vendas ilícitas de terrenos em Sergipe

A Polícia Civil de Sergipe efetuou a prisão na manhã desta quarta-feira (14) de três dos cinco homens acusados de cometer estelionato, falsificação de documentos e comercialização irregular de terrenos no município de Nossa Senhora do Socorro, na grande Aracaju. Outros dois envolvidos continuam foragidos. A operação contou com 15 policiais do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri).

Em coletiva à imprensa, a delegada Rosana Freitas afirmou que o esquema fraudulento foi descoberto a partir da denúncia de um escrevente de um cartório que teve sua assinatura falsificada em uma procuração.

"As investigações duraram entre quatro e cinco meses, e resultaram na identificação de cinco indivíduos envolvidos com a venda fraudulenta de terrenos no município de Socorro. Eles faziam levantamentos de lotes que estavam sem ser utilizados pelos proprietários e a partir disso, faziam procurações e recibos de compra e venda falsos, dando uma aparência de uma operação lícita e revendiam os terrenos para as pessoas, geralmente de baixa renda", afirmou a delegada. Segundo ela, até o momento cinco vítimas foram identificadas.

Ainda de acordo com a delegada, todos os homens possuem um envolvimento recorrente com o crime de estelionato, sendo que alguns deles já tinham passagens pelo sistema prisional, ou respondiam a processos criminais.

Os presos foram identificados como Francisco Teles, Carlos Rodrigues de Oliveira e José Carlo de Souza Farias. A polícia ainda informou que os criminosos vendiam os lotes por valores variados, a quantia arrecadada por eles nas fraudes ultrapassou a casa dos R$ 100 mil. "Teve casos em  que a fraude não se consumou, pois a vítima percebeu o golpe antes de efetuar o pagamento", disse a delegada.

Durante a operação ainda foram espedidos mandados de busca e apreensão de documentos ligados às fraudes investigadas.

Foragidos


Dois suspeitos continuam foragidos, a Polícia Civil pede o auxílio da população por meio de denúncias anônimas, pelo número 181. Eles foram identificados como Antônio José Meneses Santos e Jaílton de Jesus, que está envolvido com movimentos sociais.

"Ele era ligado ao Movimento Popular de Moradia (Mopom) e a gente acredita que esse era um terreno fértil para a obtenção de vítimas", afirmou a delegada Rosana Freitas.

Fonte: F5 News