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Moradora critica falta de assistência da Deso em Riachão do Dantas

A falta de água está sendo um problema recorrente em vários bairros da capital e municípios do interior sergipano. Em Riachão do Dantas, por exemplo, o que não faltam são relatos de moradores sobre o problema.  “Estou há três dias sem água e tendo que me virar com o pouco que eu consegui comprar. Para lavar louça, cozinhar, tomar banho, dar banho nas crianças... a nossa população precisa de água, mas se abrir a torneira, não tem nem um pingo. Além disso, a conta continua chegando, mas a água que é bom, nada! ”, critica a dona de casa Josinete Batista. 

Como se não bastasse esse problema, a população também relata a dificuldade de acessar serviços da Deso no município. Christiane Cardoso conta que é proprietária de uma casa no município e por mais ou menos cinco meses tenta conseguir a ativação do abastecimento de água no imóvel, mas não consegue. “Eu tenho uma casa que fica na Praça Matriz da cidade e ela ia de uma rua a outra. Sendo que até a metade desse terreno, ela era construída e era a casa da minha avó. Como o terreno era muito grande e essa casa era de aluguel, quando as pessoas saíam, a “bomba” para reparar o que os inquilinos deixavam, ficava para mim. Praticamente tudo que eu recebia ficava empenhado em serviços e materiais”.

Ainda segundo Christiane, ela resolveu fazer uma divisão no imóvel. Resolvi dividir a casa ao meio, por que elas são por recibo, não tem escritura. Dividi e pedi para individualizar a água da casa, ou seja, pedi para ter um novo fornecimento de água nessa nova casa. Ocorre que, tem mais ou menos uns cinco meses que eu solicitei esse serviço à Deso e eles me informaram que eu teria que comprar os canos, o que para mim é absurdo, porque o fornecimento de água deveria ser gratuito. É um bem de consumo necessário. Eles me enrolam dizendo que a retroescavadeira está em município tal, e que não podem fazer o serviço por causa da falta da retroescavadeira. Além do mais, a Deso impôs a condição de que eu comprasse os canos para fazer o serviço”, pontua.

Deso

Sobre a falta de água na cidade, o assessor de comunicação da Deso, Flávio Vieira, esclarece a companhia teve que solucionar problemas na Adutoras do Semiárido, que se rompeu na quarta e sexta-feira em pontos diferentes. “Só conseguimos arrumar o problema no sábado, inclusive a adutora está em processo de recuperação. Como o município de Riachão é final de rede, ou seja, é o último local que a adutora abastece, Riachão é um dos últimos a receber água, assim como os municípios de Carira e Frei Paulo.

Sobre a solicitação de abastecimento em uma residência do município, o assessor da Deso informou que a solicitação do serviço foi indeferida pela Deso porque é necessário que se faça uma ampliação de rede. “Nesse local não tem rede da Deso. O local onde a cliente solicitou a ligação do abastecimento, a companhia não tem rede e precisa que tenha seja feita essa ampliação. Para que o serviço seja feito, quem tem que pagar os custos com material, é o solicitante. Como essa solicitação foi indeferida, a cliente precisa fazer uma nova solicitação já pedindo o orçamento da ampliação. A Deso realiza o serviço com todo o maquinário e mão de obra da empresa maquinário. Mas, materiais como cano e tubulação, é tudo do cliente”, explica.

Fonte: Jornal da Cidade